"A partir do dia em que conhece seu primeiro amor, a mulher se transforma. Isso continua a ocorrer por toda a sua vida. O homem passa a noite com a mulher e vai-se embora. Sua vida e o seu corpo são sempre os mesmos. A mulher concebe. Como mãe, ela é uma pessoa diferente da mulher sem filhos. Ela traz o fruto da noite em seu corpo durante nove meses. Alguma coisa se desenvolve. Desenvolve-se em sua vida algo que jamais se vai. ELA É MÃE. É e permanece mãe mesmo que o filho morra, mesmo que lhe morram todos os filhos. Porque, num certo momento, ela trouxe o filho sob o próprio coração. E ele jamais lhe sai do coração. Mesmo quando morre. Tudo isso o homem ignora; ele nada sabe. Ele não sabe a diferença entre o amor e o depois do amor; entre antes e depois da maternidade. Ele nada pode saber. Somente uma mulher pode saber disso e falar sobre isso. Eis porque não queremos que nossos maridos nos digam o que fazer." Jung e Kerényi, Introdução à ciência e mitologia. Eu sou mãe do coração, gestei meu filho por longos anos na alma e no peito. Eu o reconheci em seu corpo aos 9 meses e imediatamente soube que o havia encontrado. O filho que habitara meus sonhos desde a infância estava na minha frente em corpo e espírito. Esta é outra maneira de ser mãe, mas tão intensa e transformadora quanto a maternidade, porque o que conta, no final, é a maternagem; o amor e o cuidado dedicado. E que amor é esse? Impossível explicar, nada, absolutamente nada pode explicar. É a experiência mais arrebatadora, em que seu peito se expande ao infinito e reconhecemos o milagre do Divino. 

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